
Esse ano enfrente um grande desafio; presto vestibular. Não crente de ser desafio suficiente, teimo em dar asa ao meu coração, fazendo-o viajar de um modo que não o fez nunca.
O fato é que em determinados períodos não é correto deixar suas emoções dominarem a si, mas o que deveria ser feito é suprimir as emoções, de modo a deixar o racional gritar mais alto enquanto o emocional apenas palpiteia por sob as cortinas.
Assisti a um filme interessante; O Crime do Padre Amaro. Apesar de ser um livro clássico, o final alternativo descrito pelo filme conseguiu me provocar, assim me deixando pensando sobre o amor, e o crime que este pode ser, em determinados períodos. Pelo filme, o amor é um crime que o jovem padre celibatário se arrisca, e por isso mata não apenas sua amada quanto também o filho que fez com ela. E por quê? Apenas por se render ao amor.
Amor é um crime?
A resposta que encontrei é que, dependendo das circunstâncias, pode ser pior que o ócio, que a preguiça, que o roubo e até que um assassínio, podendo prejudicar não apenas o apaixonado, quanto aos que ele ama e os que também o amam. É.. acho que essa seria a penitência.
“Se meu lábio profana o relicário em remissão, aceito a penitência. Meu lábio, peregrino solitário, demonstrará, com sóbria reverência”
~Romeu; Romeu e Julieta - Shakespeare
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